A
história da energia está associada à modernização
das sociedades, à possibilidade de comunicação
entre comunidades geograficamente separadas, à intensidade
da circulação de pessoas e mercadorias, a novos
modos de organizar o espaço privado e o espaço
público, à impregnação da tecnologia
no quotidiano e ao despertar da consciência ecológica
e social. O carvão, a electricidade, o petróleo,
as energias renováveis, a energia nuclear e outros recursos
transformaram os equilíbrios das nações,
das empresas e das famílias.
As páginas que se seguem narram essa história
e são acompanhadas de uma cronologia dos factos mais
marcantes, de depoimentos de figuras da época, de imagens,
de sugestões de itinerários turísticos,
de curtos ensaios de síntese, de vários glossários,
de arquivos de sons com anúncios, discursos e canções,
de jogos e de várias utilidades que ajudam a compreender
as acções dos homens e as suas consequências.
Este texto corresponde à dissertação de Mestrado em História Social Contemporânea, apresentada ao Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa e aí também defendida em provas de mestrado realizadas em Fevereiro de 2005.
O júri esteve integrado pelos Professores Doutores Jorge Fernandes Alves (arguente), Graça Índias Cordeiro (presidente) e Nuno Luís Madureira (orientador). A classificação obtida foi Muito Bom por unanimidade.
O Manual de Boas Práticas de Eficiência Energética” é uma edição da BCSD que resultou de uma parceria com a Universidade de Coimbra, tendo sito patrocinado por diversas empresas nacionais.
Em meados do século XX, o poder político português considerou defensável investir no desenvolvimento do estudo da energia nuclear, tendo em vista diminuir a dependência energética e proporcionar condições para tirar partido das aplicações das ciências e técnicas nucleares em vastos domínios da Saúde, da Agricultura, da Indústria e de outros sectores.
A criação de um organismo capaz de superintender em tudo o que se relacionasse com a energia nuclear foi a consequência lógica dessa opção política.
Começaram, portanto, a ser lançadas as bases para a realização de estudos de energia nuclear no nosso país, de uma forma sistematizada e organizada. Sob o impulso esclarecido e persistente do Professor Leite Pinto, foram tomadas iniciativas que culminaram na criação, em 1954, da Junta de Energia Nuclear (JEN) e da Comissão de Estudos de Energia Nuclear do Instituto de Alta Cultura.
A criação da Junta de Energia Nuclear, JEN, é o culminar de um processo de consciencialização, por parte do poder político, da capacidade nuclear de Portugal, face às promessas das ciências e técnicas emergentes.
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